Há 23 anos tive meu primeiro
contato com a tecnologia no processo de ensino-aprendizagem. Era fins
da década de 90 quando iniciei o trabalho com Educação Fundamental
voltada apenas para aulas de informática. Nesta época a internet
era algo muito restrito as pessoas de um modo geral, principalmente
aos professores, que ainda se utilizavam do método clássico de ensino e
porque não dizer “arcaico” em relação ao que hoje temos
vivenciado. No entanto, fazendo uma breve reflexão sobre o trabalho
que desenvolvi naquela época, onde apenas reforçávamos, através de
jogos interativos o conteúdo aplicado pelos outros professores em sala de aula, o que já era uma forma de introduzir a
tecnologia no ambiente escolar, percebia que os alunos já se
interessavam muito pelas aulas, por sua dinâmica e interatividade
com os softwares, o que permitiam edições de textos, planilhas, apresentações dos trabalhos da escola, entre outros. O conteúdo era
dado de acordo com cada série escolar. Porém não passava disso,
pois o acesso as redes ainda não chegavam aos alunos. Vale ainda
ressaltar que, somente as escolas particulares aplicavam esse tipo de
reforço com as aulas de informática.

Experiências
com a disciplina de Informática em Educação
Atualmente,
em pleno século XXI com a grande expansão da interconexão mundial
de computadores, surgiu um novo espaço de sociabilidade, de
organização, de informação, de conhecimento e de educação,
nasce a cibercultura. Termo este que já está inserido na vida cotidiana do
indivíduo no mundo contemporâneo. A disciplina de Informática em Educação tem sido de grande importância no
processo da minha formação como professora. Tenho aprendido novos
conceitos, como também novas práticas sociais no meio digital. Algo
que me chamou atenção foi o conhecimento sobre o “Letramento
Digital”, pouco conhecido, porém fundamental, o qual me ajudou a
desenvolver a capacidade para localizar, filtrar e avaliar
criticamente informações disponibilizadas no meio digital.

Dentre
os diversos meios digitais que como professor podemos usar, alguns eu
já tinha contato como: Google Meet, Chat, Fórum, Skype, Google
Forms, entre outros. Acredito que todas estas ferramentas devem ser
usados pelos professores e alunos da melhor forma, elas podem nos
beneficiar muito nos estudos, uma vez que, sua interatividade
aproxima os alunos mesmo em tempos de distanciamento social. De tal
forma que, traz uma nova maneira de ensinar, o aluno também ensina
ao professor enquanto aprende, sendo assim uma troca produtiva, onde
se debatem temas interessantes para a vida escolar, é um lugar em
que o pensamento crítico do aluno é respeitado e a troca de
informação torna-se mais acessível. Isto claro, levando em
consideração que todos tenham acesso a internet e ao equipamento de
conexão.

Além
das ferramentas apresentadas, achei de grande valia a reflexão sobre
os desafios que o professor enfrenta por não ter apoio dos
governantes no momento em que a educação passa por um processo de
transformação, onde seria fundamental o ensino continuado do
professor e principalmente a preparação para essa fase de inovação
entre educação e tecnologia. Vejo novas modalidades de comunicação
e aprendizagem caminhando apenas pelos esforços mútuos dos
professores.
Mais do que nunca, vale retomar a
fala de Antônio Nóvoa “A escola do século XXI não pode ser a
escola do século XX”.